sábado, 30 de outubro de 2010

Mundo Pet




Esse post vai ser meio rápido. Mas vamos lá.
Mundo Pet, de Lourenço Mutarelli, é uma coletânea de hqs experimentais que o Lourenço fez para um site chamado cybercomix. Mas o "lance" da esquisita história em quadrinhos, no bom sentido, não é virtual. Essa HQ eu tenho em minhas mãos há algum tempinho, se não me engano, desde 2007, apesar dela ter sido publicada em 2004.
112 páginas coloridas. Sim coloridas, ao contrário do que costumamos ver no trabalho de Mutarelli.

Bem, Lourenço dispensa comentários em Mundo Pet. Especificamente em Mundo Pet, o autor parece que tem mais liberdade ao trabalhar, por não seguir precisamente um enredo. Seu trabalho nesta HQ segue uma linha mais experimental, surrealista e escatológica. Ele também usa de muitas metáforas em praticamente todas as histórias. Eu não vou bancar o pseudo intelectual e tentar decifrar publicamente o que ele quer dizer nelas, entretanto, quem pretende ler a HQ, deve se lembrar que é impossível ficar apenas no superficial de algo escrito por Lourenço.

Eu já li coisas mais experimentais, mas sem qualidade, ao contrário da obra de Lourenço.
Ah, praticamente todas as histórias que contém no livro são autobiográficas, mas muito diferente daquelas velhas autobiografias que se lê por aí.
Em Mundo Pet, há uma história muito interessante, em que ele justifica o porquê dele fazer quadrinhos. Nela, há uma espécie de cachorro-homem-freak que entra no cérebro do autor e começa a literalmente ferrar com o cara . E esta criatura estranha o obriga a fazer quadrinhos, como se Mutarelli fosse um escravo da própria mente.

Irei dar uma dica pra quem quiser conhecer o trabalho de Lourenço Mutarelli: Fuck Yeah Mutarelli. Esse tal tumbrl é um negócio que virou moda , além de ser impossível de pronunciar em voz alta. É tipo um blog. Esse do autor é feito por fãs dele, mostrando vários scans de hqs e zines do cara.






















(Clique nas imagens para melhor visualização)

Um comentário:

  1. Ótimo, Victor! Adorei suas postagens...

    Abraços,
    profª Chris

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